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Milícia, gado e R$ 48 milhões: três são presos em operação contra lavagem de dinheiro em RO

Segunda fase da Operação Labirinto de Bronze aponta estrutura armada ligada a conflitos fundiários; Justiça determinou bloqueio de bens e valores milionários

23/09/2026 às 02h02
Por: Redação Fonte: G1Rondonia
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Milícia, gado e R$ 48 milhões: três são presos em operação contra lavagem de dinheiro em RO

Três pessoas foram presas preventivamente nesta terça-feira (22) durante a segunda fase da Operação Labirinto de Bronze, que investiga suspeitas de constituição e manutenção de milícia privada e lavagem de dinheiro em Rondônia.

A ofensiva do Ministério Público de Rondônia (MP-RO) também cumpriu um mandado de busca e apreensão em Ariquemes e impôs outras medidas cautelares contra uma investigada.

O caso ganhou dimensão patrimonial após os investigadores identificarem, segundo o MP-RO, indícios de que um dos suspeitos teria participação econômica em uma empresa registrada oficialmente em nome de outra pessoa. Elementos telemáticos, societários e financeiros teriam ajudado a sustentar a suspeita.

A Justiça determinou o sequestro de 50% dos direitos relacionados à empresa, que possui sede em Aparecida de Goiânia (GO).

Estrutura armada e mais de R$ 48 milhões atingidos

A primeira fase da operação ocorreu em maio e, conforme o Ministério Público, o material apreendido naquela ocasião revelou novos indícios de uma suposta estrutura armada, hierarquizada e com divisão de tarefas, que estaria envolvida em conflitos fundiários.

As investigações também apontaram para uma possível estratégia de ocultação e dissimulação da origem e da propriedade de bens e valores.

Na primeira etapa, foram bloqueados valores em contas bancárias, imóveis, veículos e 1.611 cabeças de gado.

Somados, os bens atingidos pelas medidas patrimoniais ultrapassam R$ 48 milhões.

Com a nova fase da operação, o Ministério Público busca avançar sobre a estrutura financeira e identificar a participação de cada um dos investigados no esquema sob apuração.

Os três presos ficaram à disposição da Justiça. As acusações ainda serão analisadas no curso da investigação e do processo, com direito à defesa e ao contraditório.

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